ATUALIZAÇÃO em CIÊNCIAS HUMANAS
Disciplinas oferecidas em 2026.3
Edital 2026.3
CIÊNCIAS HUMANAS - Ciências Sociais
- Disciplina: Escola de Samba Tem em Todo Lugar: Cartografias do Carnaval Brasileiro na Sala de Aula
- Ficha de Inscrição
- Público-alvo: Professores da Educação Básica
- Vagas: 150
- Objetivo(s) de aprendizagem: Disciplina que percorre as escolas de samba brasileiras em todo país, tratando-as como instituições comunitárias, formas artísticas complexas e territórios de memória negra e periférica. Propõe ao professor um deslocamento de olhar: sair do desfile televisionado e chegar às agremiações do próprio entorno, reconhecendo nelas conteúdos de História, Geografia, Arte, Língua Portuguesa e Sociologia. Oferece ferramentas para transformar a escola de samba local em objeto de pesquisa escolar e em ponte entre escola e comunidade.
- Ementa: A escola de samba como forma: da Sapucaí à Intendente Magalhães 2. São Paulo: cordões, quebradas e o outro eixo do samba 3. Nordeste: Recife, São Luís e Salvador – onde o samba é fora do eixo 4. Norte: Belém, Manaus e Macapá - o carnaval amazônico 5. Centro-Oeste: De Cuiabá até Brasília e o samba na capital planejada 6. Sul e fronteira: Florianópolis, Porto Alegre, Uruguaiana e as redes do samba
- Como funciona: Esta disciplina está estruturada em seis unidades temáticas, cada uma acompanhada de videoaulas, leituras recomendadas e materiais audiovisuais complementares. A avaliação dos cursistas é realizada a partir da soma das atividades propostas, que incluem a participação nos seis fóruns de discussão, atividades interativas em cada unidade e a elaboração de um verbete final sobre uma agremiação carnavalesca. O curso parte de uma constatação simples e pouco explorada na escola: existem escolas de samba em praticamente todos os estados brasileiros, e quase nenhuma delas aparece na televisão. A primeira unidade apresenta a escola de samba como forma social e artística — sua estrutura de alas, quesitos, disputa e enredo — e faz o primeiro deslocamento ainda dentro do Rio de Janeiro, saindo da Marquês de Sapucaí em direção aos desfiles da Estrada Intendente Magalhães, onde agremiações constroem carnaval com orçamentos mínimos e forte base comunitária. A segunda unidade trata do carnaval paulista, dos cordões negros do início do século XX às escolas das quebradas, discutindo como a expansão urbana de São Paulo empurrou o samba para as periferias. A terceira unidade vai ao Nordeste, onde as escolas de samba convivem com festas locais mais prestigiadas: no Recife, a chamada batalha entre frevo e samba revela disputas sobre o que conta como cultura autêntica; em São Luís, o samba divide o calendário com o bumba-meu-boi; em Salvador, as primeiras escolas nascem das batucadas de bairro e seguem um caminho próprio. A quarta unidade percorre a Amazônia. Belém, com escolas centenárias nascidas em bairros ribeirinhos como o Jurunas; Manaus, com o monumental sambódromo e uma substancial rivalidade entre as agremiações; e Macapá, onde duas escolas rivais nasceram da remoção de moradores negros do centro da cidade — mostrando que o modelo carioca foi reinventado, não copiado. A quinta unidade chega a Brasília, capital sem passado carnavalesco cujas escolas de samba surgiram por iniciativa de funcionários públicos vindos do Rio de Janeiro e foram depois assumidas pelos moradores das Regiões Administrativas. A sexta unidade desce ao Sul e à fronteira: Florianópolis, Porto Alegre e Uruguaiana, onde o carnaval atravessa o rio Uruguai, envolve integrantes uruguaios e argentinos e mantém circuitos de troca com o Rio de Janeiro. Ao longo de todas as unidades, cada território é acompanhado de uma proposta de uso didático. Como atividade final, cada cursista elabora um verbete de uma página sobre uma agremiação carnavalesca do próprio município ou região, reunindo dados básicos de fundação, território e trajetória e registrando o que não conseguiu descobrir. Os verbetes formam, ao final, um acervo coletivo da turma.
- Disciplina: A Sociologia do Campo e do Espaço Simbólico
- Ficha de Inscrição
- Público-alvo: Professores de Ciências Humanas (Sociologia, História, Filosofia e Geografia), bem como áreas afins e licenciandos no último período de formação.
- Vagas: 200
- Objetivo(s) de aprendizagem: Desenvolver habilidades e competências que capacitem para a operacionalização dos conceitos relativos à teoria dos campos e do poder simbólico, adequando-os às necessidades do Ensino Médio.
- Ementa: 1. Introdução: A Teoria dos Campos, do Espaço Simbólico e a Educação; 2. O Campo Científico em Oposição ao Senso Comum; 3. O Poder Simbólico e as Relações Sociais; 4. O Campo Sociológico: A Sociologia como Espaço de Disputa; 5. A Escola e o Campo Educacional; 6. O Capital Cultural e as Políticas de Ação Afirmativa; 7. Conceitos Auxiliares: Habitus, Doxa e Nomos. Correspondência da Disciplina com o Currículo Mínimo Correspondência da disciplina com o Currículo Mínimo de Sociologia, podendo esta disciplina subsidiar os conteúdos do 2º, 3º e 4º bimestres do 1º ano do Ensino Médio
CIÊNCIAS HUMANAS - Filosofia
- Disciplina: Pedagogia Decolonial: Filosofia, Ensino e o Descentramento da Colonialidade
- Ficha de Inscrição
- Público-alvo: Professores de filosofia, bem como, outros professores da área de humanas e demais interessados.
- Vagas: 200
- Objetivo(s) de aprendizagem: O curso tem como objetivo específico o debate acerca da Pedagogia Decolonial e as possibilidades de sua aplicação no Ensino de Filosofia. Para isso, faz-se necessário também: refletir sobre a construção social do processo civilizatório europeu; demonstrar o surgimento do pensamento decolonial; orientar as críticas que este movimento realiza; apresentar o surgimento da Pedagogia Decolonial, sua aplicação prática e as aproximações possíveis com o ensino de Filosofia conforme a BNCC.
- Ementa: Anticolonialismo: Insurgências epistêmicas 2. A decolonialidade e o giro decolonial 3. Saber, raça e gênero: críticas da decolonialidade 4. Pedagogia decolonial 5. Teorias e práticas decoloniais: proposições e aproximações 6. Ensino de Filosofia: a decolonialidade em relação à BNCC
- Como funciona: A disciplina está estruturada em seis módulos integrados, nomeados conforme a ementa, partindo da contextualização e conceituação até a aplicação nos ambientes de aprendizagem. O processo avaliativo envolverá debates em fóruns ou questões objetivas, todos articulados aos materiais trabalhados em cada módulo. Como recursos pedagógicos, além dos textos-base, serão indicados materiais complementares para aprofundamento teórico, tais como outros textos, vídeos ou podcasts. Além disso, serão realizados três encontros síncronos, não gravados e de participação não obrigatória, nos Módulos 01, 03 e 05, com o objetivo de debater os temas centrais, esclarecer dúvidas e orientar a elaboração das atividades.
CIÊNCIAS HUMANAS - Geografia
- Disciplina: Quando a Terra Expulsa: Migrações, Urbanização e Refugiados Climáticos Aplicadas ao Ensino Básico
- Ficha de Inscrição
- Público-alvo: Professores com disciplina de ingresso Geografia; Professores das demais disciplinas relacionadas às Ciências Humanas (História, Sociologia e Filosofia); Professores de Biologia e/ou Ciências; Pedagogos/as e Professores/as do Ensino Básico (1º Segmento); Licenciandos de períodos finais das áreas correlatas acima.
- Vagas: 300
- Objetivo(s) de aprendizagem: Desenvolver compreensão sobre os principais conceitos da Geografia da População: teorias e transição demográfica, indicadores sociais e migrações articulando-os ao processo de urbanização mundial e brasileira; 2) Analisar as relações entre migrações, urbanização e desigualdades socioambientais, com destaque para o fenômeno dos migrantes e refugiados climáticos; 3) Fornecer instrumental teórico-metodológico para que o professor trabalhe esses temas de forma crítica e interdisciplinar em turmas de Ensino Básico.
- Ementa: Teorias demográficas e transição demográfica; Indicadores sociais e populacionais: raça, gênero e território; Migrações: causas, tipos e impactos socioespaciais; Cidade, espaço urbano e urbanização: histórico e diferentes concepções; Segregação socioespacial em cidades brasileiras e instrumentos de gestão urbana; Migrações climáticas, refugiados ambientais e racismo ambiental
- Como funciona: Curso oferecido na modalidade EaD composto por atividades assíncronas (fóruns de discussão com mediação de professores da área, questionários online e confecção de plano de aula abordando temática do curso). Será considerado aprovado o cursista que alcançar 600 pontos no somatório de atividades realizadas na plataforma ao longo do período do curso.
CIÊNCIAS HUMANAS - História
- Disciplina: A sala de aula como palco do erro: sentidos e criações no Ensino de História
- Ficha de Inscrição
- Público-alvo: Professores(as) da disciplina de História; professores(as) das demais disciplinas das Ciências Humanas (Geografia, Sociologia e Filosofia); pedagogos(as); e licenciandos(as) dos períodos finais das áreas correlatas mencionadas.
- Vagas:150
- Objetivo(s) de aprendizagem: Problematizar concepções tradicionais que compreendem o erro apenas como falha a ser evitada; Compreender o erro como dimensão formativa e produtora de sentidos; Analisar os fundamentos da educação libertadora e suas contribuições para as práticas pedagógicas dialógicas; Elaborar propostas pedagógicas fundamentadas no diálogo, na autonomia e no protagonismo estudantil.
- Ementa: Unidade 1 O que entendemos por erro na educação? Unidade 2 Quando o erro é bem-vindo? Unidade 3 Por uma educação libertadora: o erro como espaço de experimentação e criação Unidade 4 Da teoria à prática: ressignificando o erro na sala de aula
- Como funciona: Esta disciplina está organizada em quatro unidades temáticas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias e de materiais complementares, como vídeos, músicas e reportagens. A avaliação será composta pelo conjunto das atividades desenvolvidas ao longo do curso, incluindo a participação nos quatro fóruns de discussão e a elaboração de um trabalho final. A jornada formativa inicia-se com a compreensão da sala de aula como espaço de experimentação, no qual professores e estudantes constroem conhecimentos coletivamente, testam ideias, exploram possibilidades e criam. Em seguida, serão analisadas diferentes concepções de educação, com destaque para a perspectiva tradicional, marcada pela domesticação dos corpos e das mentes, em que gingar, malandrear e “pecar” (Simas, 2019) dificilmente encontram espaço. A partir desse panorama, serão discutidas questões como: em que medida a educação bancária (Freire, 1968) limita a autonomia intelectual e a inventividade? De que maneira o erro pode assumir um papel formativo em perspectivas contra-hegemônicas de educação? Por que o acerto costuma ser associado à disciplina, à obediência e à rigidez, enquanto o erro é frequentemente relacionado à liberdade, à imaginação e à invenção? Por fim, com base nos referenciais estudados e em relatos de experiências, os cursistas serão convidados a elaborar propostas de práticas pedagógicas para a educação básica, fundamentadas nos princípios da educação libertadora e comprometidas com o diálogo, a autonomia e o protagonismo estudantil.
- Disciplina: Ler e Ouvir Imagens: O Uso da Fotografia nas Práticas Pedagógicas
- Ficha de Inscrição
- Público-alvo: Professores de História
- Vagas: 150
- Objetivo(s) de aprendizagem: Esta disciplina parte de uma constatação preocupante: embora a fotografia seja amplamente reconhecida pelo uso corriqueiro na vida social, sua aplicação como ferramenta de leitura, escrita e interpretação ainda é diminuta. Nas Ciências Humanas, em específico na História, muitas vezes é acionada apenas como ilustração para ornamentar a produção textual. Desta forma, objetivamos promover a utilização da fotografia como ferramenta pedagógica, tanto na Educação Básica quanto em espaços de ensino não-formais. A abordagem adotada se ancora no método de “ouvir imagens”, utilizado pela pesquisadora da cultura visual e da arte contemporânea Tina M. Campt. Um enfoque inovador que torna possível ressignificar os arquivos imagéticos tradicionais, forjados pelo olhar imperial e/ou estatal que os criou. Ademais, torna possível levar para o ambiente de ensino a produção de fotógrafos da contemporaneidade que rompem com o olhar hegemônico e a utilizam para a ampliação de suas pautas e reivindicações. A ementa, estruturada em cinco unidades, se configura como um pequeno letramento visual, com ênfase em seus elementos históricos, metodológicos e estéticos.
- Ementa: Unidade 1-A História da fotografia e suas possibilidades num universo de Tics e AI Unidade 2- Ouvir imagens: uma metodologia de Tina M. Campt Unidade 3- A Chegada da fotografia ao Brasil e a Cultura Visual como projeto de nação Unidade 4- As linguagens artísticas e a virada dos mestres africanos Unidade 5- Acervos, artistas e a busca por “imagens opositoras” 5.1- Fotografia e luta por direitos pela população indígena 5.2- O “black Gaze” ou a constituição de uma fotografia preta
- Como funciona: Esta é uma disciplina de caráter transdisciplinar que utilizará material proveniente da História e das Artes Visuais, em especial da fotografia. Por conseguinte, nossas ações ocorrerão através de Material de Escuta (vídeos), Material de leitura (textos) e análise de material imagético, muitos disponíveis em exposições virtuais disponibilizadas no Google Arts. Nossas avaliações pautam-se na participação nos fóruns e atividades escritas que ficam abertas em torno de 7 a 9 dias.
- Disciplina: Sensibilidades, Vozes e Silêncios: Os Usos dos Patrimônios no Ensino de História
- Ficha de Inscrição
- Público-alvo: Professores de História
- Vagas: 150 Vagas:
- Objetivo(s) de aprendizagem: Analisar o debate historiográfico produzido sobre patrimônios; Refletir sobre a relação de uma Educação Patrimonial e o Ensino de História; Experimentar possibilidades acerca dos usos dos patrimônios em sala de aula; Pensar as histórias vivas nos patrimônios.
- Ementa: Patrimônios: conceitos, metodologias e possibilidades; O patrimônio como artefato didático; A Educação Patrimonial: oficial, sensível e silenciada; Pensar a produção de material didático sobre patrimônios a partir das realidades locais.
- Como funciona: A elaboração desta disciplina surgiu a partir da inquietação de refletir sobre as diferentes narrativas, sensibilidades e silêncios que atravessam os patrimônios no Ensino de História. Por muito tempo, os monumentos, espaços e acervos foram abordados sob uma perspectiva oficial e celebrativa como um instrumento de uma história oficial. Sensibilidades, vozes e silêncios: os usos dos patrimônios no Ensino de História emerge com a provocação de analisar os patrimônios – materiais e imateriais – como uma ferramenta didático-pedagógica aliada ao Ensino de História. Nesse sentido, a ideia plural de patrimônios tem como objetivo provocar a reflexão sobre as relações de poder, conflitos, silenciamentos e formas sensíveis de pensar a História em sala de aula. Por fim, essa formação continuada deseja estimular uma experiência acerca da alteridade, o conflito e a escuta sensível na elaboração de materiais didáticos e práticas docentes.
